Domingo, 24 de Agosto de 2008
Domingo, 15 de Junho de 2008
Idas
Lá vou eu.
No outro dia encontrei a menina a passear pela rua.
Corri por ali abaixo e lá fui eu falar com ela.
Depois disse-lhe adeus e lá vou eu outra vez.
No outro dia encontrei a menina a passear pela rua.
Corri por ali abaixo e lá fui eu falar com ela.
Depois disse-lhe adeus e lá vou eu outra vez.
Domingo, 7 de Maio de 2006
Silêncio
Quero perder-me na imensidão do nada
Gritar aos quatro cantos toda a minha raiva
Ficar surda, ensurdecer
Não ouvir mais nada!
Cessem as criticas, os elogios
Deixem entrar o silêncio...
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Gritar aos quatro cantos toda a minha raiva
Ficar surda, ensurdecer
Não ouvir mais nada!
Cessem as criticas, os elogios
Deixem entrar o silêncio...
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Domingo, 16 de Abril de 2006
Chama?!
Chamei a chama, mas ela não veio...
Chamei a chama como quem chama por ti! Ela não veio... Ela contínua apagada da chama que nunca teve.
- Chama a chama.
Recebe o calor quase eterno da chama que chama por ti.
Dorme e sonha, pois a chama não esquece o que sente por ti.
Mas a chama arde e magoa (olhos fechados, face inocente, aparente).
Abre os olhos e sorri, pois a chama que eu tenho está também dentro de ti.
Esta chama que nem água apaga, mas o vento espalha a chama que chama a chama dentro de ti...
Chamei a chama como quem chama por ti! Ela não veio... Ela contínua apagada da chama que nunca teve.
- Chama a chama.
Recebe o calor quase eterno da chama que chama por ti.
Dorme e sonha, pois a chama não esquece o que sente por ti.
Mas a chama arde e magoa (olhos fechados, face inocente, aparente).
Abre os olhos e sorri, pois a chama que eu tenho está também dentro de ti.
Esta chama que nem água apaga, mas o vento espalha a chama que chama a chama dentro de ti...
Domingo, 13 de Novembro de 2005
Crepúsculo

Sol!
Luz!
Ver! Não ver!
Ver e ser visto
Esconder...
Escondido pela luz e pela sua ausência!
Ouço os segundos irem-se entre meus dedos, na escuridão de um deserto sem o seu sol ardente.
Represento. O falso actor desfalecido pelo poder saturno encontra-se dividido em metades semi-mortas.
Junta e senta a força do oposto.
Terça-feira, 9 de Novembro de 2004
Domingo, 31 de Outubro de 2004
Quarta-feira, 20 de Outubro de 2004
Lusco-fusco
Sensibilidade. Sensível. Lusco-fusco.
Sinto o cheiro do Inverno com prazer e gozo; tacto o chão frio, rebolo no tapete quente, sempre com a esperança de notar a diferença.
A mente mente, habituada a uma vida consumada.
Sinto a cor do céu cinzento, o verde tosco das árvores soltas; ouço a sinfonia do vento e o rufar dos tambores do lixo.
A mente mente, deslumbrada com uma vida sossegada.
Ela é habituada ao cheiro, à cor, ao som, a tudo. Depois só dá, a contragosto, o paladar dos sentimentos.
Como os gritos de um animal com cio, como o doce amor da sossegada calma, evita entrar em conflito com ela própria, senão atrapalha-se, baralha-se, tropeça e recomeça.
Dança e vagueia longamente.
A mente mente, mentira atrás de mentira. Tu não notas porque o seu prazer é o teu prazer.
Tu suplicas, encerras mono diálogos mas o teu gozo é o seu gozo.
Tu não vês, és cego, cativo, por isso segue a lágrima que corre no rio, sente a dor do coração partido, regressa só e triste mas sem a ilusão de uma mente dourada e encantada.
A mente mente, o coração sente.
Sinto o cheiro do Inverno com prazer e gozo; tacto o chão frio, rebolo no tapete quente, sempre com a esperança de notar a diferença.
A mente mente, habituada a uma vida consumada.
Sinto a cor do céu cinzento, o verde tosco das árvores soltas; ouço a sinfonia do vento e o rufar dos tambores do lixo.
A mente mente, deslumbrada com uma vida sossegada.
Ela é habituada ao cheiro, à cor, ao som, a tudo. Depois só dá, a contragosto, o paladar dos sentimentos.
Como os gritos de um animal com cio, como o doce amor da sossegada calma, evita entrar em conflito com ela própria, senão atrapalha-se, baralha-se, tropeça e recomeça.
Dança e vagueia longamente.
A mente mente, mentira atrás de mentira. Tu não notas porque o seu prazer é o teu prazer.
Tu suplicas, encerras mono diálogos mas o teu gozo é o seu gozo.
Tu não vês, és cego, cativo, por isso segue a lágrima que corre no rio, sente a dor do coração partido, regressa só e triste mas sem a ilusão de uma mente dourada e encantada.
A mente mente, o coração sente.
Sábado, 16 de Outubro de 2004
Não sei...
Sou um clandestino do futuro.
Viajo no tempo só com bilhete de ida.
Atravesso e deslizo segundos e minutos.
Mesmo nas sombras escondidas, a luz apagada jamais poderá brilhar.
Juntas são realistas, para nossos olhos habituados.
E assim vai passando o futuro que agora é presente e será passado.
Alivia a dor do momento, suaviza a vida, vive cada tempo a seu tempo.
Só não sei que comboio poderei apanhar...
Viajo no tempo só com bilhete de ida.
Atravesso e deslizo segundos e minutos.
Mesmo nas sombras escondidas, a luz apagada jamais poderá brilhar.
Juntas são realistas, para nossos olhos habituados.
E assim vai passando o futuro que agora é presente e será passado.
Alivia a dor do momento, suaviza a vida, vive cada tempo a seu tempo.
Só não sei que comboio poderei apanhar...
Domingo, 10 de Outubro de 2004
Sábado, 9 de Outubro de 2004
É simples morrer. É perigoso viver.
Frágil repouso devido a ânsias raras,
Porque tudo é fantasia, tudo é sonhar,
Acuso-te de tédio, ilusões, taras,
Remorsos, destroços no fundo do mar
Procuro o saber no tempo empedido
Busco sensações profundas no ar:
Respirar! Pintar! Desejar! Sonhar!
Que má ilusão terei eu tido?
Sente! Voa! Neste mundo parado
Capta e preserva o intelecto perdido
Realiza então o desejo querido
Mastiga a sombra, engole o pecado.
Combater é viver a ilusão do momento.
Compreender é a esperança de imaginar.
Procuro o irracional e eterno alento.
Encontro novas formas de pensar.
Olhar a tristeza existente no ar.
O oceano é um gigante perdido.
Rumando contra a maré.
É simples morrer. É perigoso viver.
Porque tudo é fantasia, tudo é sonhar,
Acuso-te de tédio, ilusões, taras,
Remorsos, destroços no fundo do mar
Procuro o saber no tempo empedido
Busco sensações profundas no ar:
Respirar! Pintar! Desejar! Sonhar!
Que má ilusão terei eu tido?
Sente! Voa! Neste mundo parado
Capta e preserva o intelecto perdido
Realiza então o desejo querido
Mastiga a sombra, engole o pecado.
Combater é viver a ilusão do momento.
Compreender é a esperança de imaginar.
Procuro o irracional e eterno alento.
Encontro novas formas de pensar.
Olhar a tristeza existente no ar.
O oceano é um gigante perdido.
Rumando contra a maré.
É simples morrer. É perigoso viver.
Domingo, 8 de Agosto de 2004
PassadoPresenteFuturo
O Presente representa o meu estado, é rápido eficaz e esquecido, transforma-se em presente passado o tempo que eu terei tido.
O Passado atravessa partido o futuro e o presente do ser, vaguea nas sombras despido, ensina saudade e saber.
O Futuro é sonhar, é correr, encontrar emoções e razões, voltar novamente a perder os sonhos e ilusões.
O Passado atravessa partido o futuro e o presente do ser, vaguea nas sombras despido, ensina saudade e saber.
O Futuro é sonhar, é correr, encontrar emoções e razões, voltar novamente a perder os sonhos e ilusões.
Domingo, 11 de Abril de 2004
Sonhas?
- Sonhas?
- Com o quê? Nada há para sonhar!
- Apenas sonho com o sonho.
- Mas eu quero sonhar! O que é sonhar?
- É tudo imortalizar,
É querer e ter,
É viver só com alma,
É voar sem cair,
É sentir sem sentidos...
- Mas eu quero sentir! O que é sentir?
- É existir,
É penetrar na natureza,
É viver com sentidos,
É viver...
- Mas eu quero viver! O que é viver?
- É nada imortalizar.
É querer e não ter,
É voar e cair,
É sentir com sentidos,
É parar de sonhar...
- Mas eu quero sonhar! O que é sonhar?
E tu? Vives ou sonhas?
- Com o quê? Nada há para sonhar!
- Apenas sonho com o sonho.
- Mas eu quero sonhar! O que é sonhar?
- É tudo imortalizar,
É querer e ter,
É viver só com alma,
É voar sem cair,
É sentir sem sentidos...
- Mas eu quero sentir! O que é sentir?
- É existir,
É penetrar na natureza,
É viver com sentidos,
É viver...
- Mas eu quero viver! O que é viver?
- É nada imortalizar.
É querer e não ter,
É voar e cair,
É sentir com sentidos,
É parar de sonhar...
- Mas eu quero sonhar! O que é sonhar?
E tu? Vives ou sonhas?
Sábado, 3 de Abril de 2004
Exórdio
Começar é continuar, ideias brilhantes, sensações extravagantes.
Quebro e arrebento, desfaço e enlaço, perco e ato.
Pouco entusiasmo, criatividade avassaladora.
Brilho a cor que é baça, arruíno a agilidade do ser e alimento a alma ausente.
Cai então a noite fria e negra, desperta a Lua e cai o Sol.
O castelo nasce agora iluminado, eu vejo-o da minha janela, macambúzio, como um sonho já passado que se evapora com pressa.
Actua a mais densa ventania, para que a minha fusta se mantenha no caminho.
É uma embarcação realista e permanente, onde o vento bate e de repente, alonga a vela sem rumo.
Leva-me onde eu quero e não posso, onde posso e não quero.
Hiperbolismo, nada pode ser assim tão bom...
Quiçá a origem pode ter sido tão importante para ti ou para mim.
Questionável?...
Quebro e arrebento, desfaço e enlaço, perco e ato.
Pouco entusiasmo, criatividade avassaladora.
Brilho a cor que é baça, arruíno a agilidade do ser e alimento a alma ausente.
Cai então a noite fria e negra, desperta a Lua e cai o Sol.
O castelo nasce agora iluminado, eu vejo-o da minha janela, macambúzio, como um sonho já passado que se evapora com pressa.
Actua a mais densa ventania, para que a minha fusta se mantenha no caminho.
É uma embarcação realista e permanente, onde o vento bate e de repente, alonga a vela sem rumo.
Leva-me onde eu quero e não posso, onde posso e não quero.
Hiperbolismo, nada pode ser assim tão bom...
Quiçá a origem pode ter sido tão importante para ti ou para mim.
Questionável?...
Domingo, 7 de Março de 2004
Lembranças
Lembro da camioneta verde, das caras e cantigas. Lembro da professora, do cheiro e do teatro. Depois tropecei num homem a vender isqueiros do PSD mesmo de frente do supermercado dos Baetas.
Lembro do primeiro dia de escola, da papelaria e de uma esponja para picotar.
Memórias tão antigas, tão fundas.
Lembro de tanta coisa. Lembro de tudo, ou melhor, quase tudo.
Lembro do meu primeiro melhor amigo, mesmo signo, mesma doença. Lembro da professora da cana, que se babava de tanto gritar. Velha nojenta. Veio substituir a outra, a grávida.
Lembro da professora de ginástica, do perfume, de patinar com ela.
Chega de recordar. Gosto de recordar. Gosto de recordar, mas sozinho. Apreciação de bem estar. Compreensão do ser. Aniquilação do pensar. Tudo isto para recordar.
Recordar é como sonhar. Pois aquilo que passou pode não voltar, assim só me resta lembrar, aquilo que fui e daquilo que sou. Não quero, então, esquecer nada! Quero recordar e sonhar!
Se sonhar com o passado encontro o futuro. Sigo um caminho sem rumo, a bússola não funciona, ela anda louca, eu ando cego mas não sozinho. O meu universo está cheio de gente.
O gosto pelo desejo é como o tempo, é contínuo.
Tudo está interligado. Vá desvanece e cai, retorce e esbraceja! Não! Não consegues, só lembras.
Lembro do primeiro dia de escola, da papelaria e de uma esponja para picotar.
Memórias tão antigas, tão fundas.
Lembro de tanta coisa. Lembro de tudo, ou melhor, quase tudo.
Lembro do meu primeiro melhor amigo, mesmo signo, mesma doença. Lembro da professora da cana, que se babava de tanto gritar. Velha nojenta. Veio substituir a outra, a grávida.
Lembro da professora de ginástica, do perfume, de patinar com ela.
Chega de recordar. Gosto de recordar. Gosto de recordar, mas sozinho. Apreciação de bem estar. Compreensão do ser. Aniquilação do pensar. Tudo isto para recordar.
Recordar é como sonhar. Pois aquilo que passou pode não voltar, assim só me resta lembrar, aquilo que fui e daquilo que sou. Não quero, então, esquecer nada! Quero recordar e sonhar!
Se sonhar com o passado encontro o futuro. Sigo um caminho sem rumo, a bússola não funciona, ela anda louca, eu ando cego mas não sozinho. O meu universo está cheio de gente.
O gosto pelo desejo é como o tempo, é contínuo.
Tudo está interligado. Vá desvanece e cai, retorce e esbraceja! Não! Não consegues, só lembras.
Domingo, 29 de Fevereiro de 2004
Viagens
Viagens é como andar sobre o tempo. São as ilusões que nos movem.
Como poderão todas estas pessoas ter o meu destino? São vidas ligadas e desligadas à medida que avançamos. Reter o tempo e abraçar o fim.
Se eu quiser o fim do mundo é tão próximo como a próxima cidade. Basta viajar. Viajar no tempo, viajar no espaço.
Mutuamente a capacidade de reter visões e a sensualidade do momento, obriga-me a respirar alegria (causa pós conhecimento).
Viagem ida: exemplo de aventura e ansiedade do como é e como será.
Viagem vinda: saudade do que ficou e do que virá.
Paradoxo irreverente que chega a agoniar.
Chego e assento. Consegui sentir. Muitas vezes gosto do que sinto e depois sinto mais.
Unidos, transformo-me, como tudo o que me rodeia se modifica dia após dia. Entretanto regresso. Acaba assim a sensibilidade do lugar nos nossos sentidos, apenas retenho fontes de lembrança do prazer alternado.
Paisagens e paisagens, terras e mais terras, passam por mim com um cão vadio, envergonhadas, escondidas e esquecidas, atrás de uma colina qualquer.
De vez em vez consigo deslumbrar cenários maravilhosos, que têm a mania de desaparecer continuamente do meu ângulo de visão. Não há viagens sem história. São fontes puras de cultura e criatividade, são desgostos e gostos, são a alternância entre o alegre e triste, ou seja é viver.
Como poderão todas estas pessoas ter o meu destino? São vidas ligadas e desligadas à medida que avançamos. Reter o tempo e abraçar o fim.
Se eu quiser o fim do mundo é tão próximo como a próxima cidade. Basta viajar. Viajar no tempo, viajar no espaço.
Mutuamente a capacidade de reter visões e a sensualidade do momento, obriga-me a respirar alegria (causa pós conhecimento).
Viagem ida: exemplo de aventura e ansiedade do como é e como será.
Viagem vinda: saudade do que ficou e do que virá.
Paradoxo irreverente que chega a agoniar.
Chego e assento. Consegui sentir. Muitas vezes gosto do que sinto e depois sinto mais.
Unidos, transformo-me, como tudo o que me rodeia se modifica dia após dia. Entretanto regresso. Acaba assim a sensibilidade do lugar nos nossos sentidos, apenas retenho fontes de lembrança do prazer alternado.
Paisagens e paisagens, terras e mais terras, passam por mim com um cão vadio, envergonhadas, escondidas e esquecidas, atrás de uma colina qualquer.
De vez em vez consigo deslumbrar cenários maravilhosos, que têm a mania de desaparecer continuamente do meu ângulo de visão. Não há viagens sem história. São fontes puras de cultura e criatividade, são desgostos e gostos, são a alternância entre o alegre e triste, ou seja é viver.
Domingo, 15 de Fevereiro de 2004
Ribamar Setúbal
Eunuco. Será para sempre. São palavras que se enrolam na língua e esboçam-se na escrita.
Lá está ela outra vez. A esquina antiga, como se fosse um ponto de encontro de pessoas conhecidas e desconhecidas, quantos anos terá?
Fui até ao Sado.
É uma cidade eunuca, falta-lhe qualquer coisa. Ela tem um comportamento daltónico, só vê preto e branco.
Eu: cidade. Eupepsia: engole as pessoas. Eufemismo: esconde a idade. Euforia: balança na noite. Eutanásia: mata sem dor.
E depois há aqueles silvos irritantes que retumbam nos meus ouvidos.
A sina está traçada de tantas formas, que eu não sei qual seguir, mas também para quê? Para quê consumir tempo na imaginação do destino...
Quid agendum? Só gatafunhos?
Pranteia o pó que a ti te nego,
A lágrima negra que cai no rio.
Um larápio, gatuno rouba cego
Tanta beleza e arrepio
Pranteia então gotas de vento
E o prazer que s’abafou
Desamarra as cordas no momento
Retira a vida a quem roubou!
Lá está ela outra vez. A esquina antiga, como se fosse um ponto de encontro de pessoas conhecidas e desconhecidas, quantos anos terá?
Fui até ao Sado.
É uma cidade eunuca, falta-lhe qualquer coisa. Ela tem um comportamento daltónico, só vê preto e branco.
Eu: cidade. Eupepsia: engole as pessoas. Eufemismo: esconde a idade. Euforia: balança na noite. Eutanásia: mata sem dor.
E depois há aqueles silvos irritantes que retumbam nos meus ouvidos.
A sina está traçada de tantas formas, que eu não sei qual seguir, mas também para quê? Para quê consumir tempo na imaginação do destino...
Quid agendum? Só gatafunhos?
Pranteia o pó que a ti te nego,
A lágrima negra que cai no rio.
Um larápio, gatuno rouba cego
Tanta beleza e arrepio
Pranteia então gotas de vento
E o prazer que s’abafou
Desamarra as cordas no momento
Retira a vida a quem roubou!
Domingo, 8 de Fevereiro de 2004
A Desgraça do Tempo
21:52. O tempo. Quando nasces, não lembras. Enquanto cresces o tempo é gigante, mas depois o tempo não pára.
Será que tenho tempo? Será que o meu tempo é igual ao teu?
Eu quero ter tempo. Tempo para ouvir e ver, enfim para saber, compreender, perceber.
Quero viajar no tempo. Ao passado? Nem pensar! Ele só avança, nunca recua. Ao futuro? Basta fazer o tempo andar depressa, mesmo como gosta.
O tempo que demorei a... O tempo que passei a... Se eu tivesse chegado a tempo...o tempo não existiria.
Completamente ligado ao movimento. O tempo é movimento, a impaciência do querer, a ansiedade do ter, a razão de existir, tudo ligado ao tempo que temos e ao tempo que estamos.
Só queria ter tempo.
O tempo passa e eu vou passar o tempo. Vou viajar para o futuro, pois o tempo que tenho não é mais nem menos o tempo que quero ter, morrer, viver, pouco importa.
O que importa é ter tempo.
Será que tenho tempo? Será que o meu tempo é igual ao teu?
Eu quero ter tempo. Tempo para ouvir e ver, enfim para saber, compreender, perceber.
Quero viajar no tempo. Ao passado? Nem pensar! Ele só avança, nunca recua. Ao futuro? Basta fazer o tempo andar depressa, mesmo como gosta.
O tempo que demorei a... O tempo que passei a... Se eu tivesse chegado a tempo...o tempo não existiria.
Completamente ligado ao movimento. O tempo é movimento, a impaciência do querer, a ansiedade do ter, a razão de existir, tudo ligado ao tempo que temos e ao tempo que estamos.
Só queria ter tempo.
O tempo passa e eu vou passar o tempo. Vou viajar para o futuro, pois o tempo que tenho não é mais nem menos o tempo que quero ter, morrer, viver, pouco importa.
O que importa é ter tempo.
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2004
A Ideologia do Ter e a Nostalgia do Saber
A ideologia do ter e a nostalgia do saber.
Gosto de ter. Gosto de sentir que tenho e de fazer sentir.
Sonho em ter. Esforço-me para ter.
Tenho. Adoro ter. Mas quando tenho, deixo de ter o gosto de ter, o gosto de sentir que tenho e de fazer sentir; o sonho de ter... deixo de ter. Apenas tenho a vontade de um novo ter. Isto é a ideologia do ter.
A nostalgia do saber só aparece quando já possuímos.
Sabemos que temos e já não gostamos de ter.
Só deixamos a ideologia do ter e a nostalgia do saber que temos, quando transformamos cada posse para um plano mais inteligível. A nostalgia do saber acaba por completo.
Cada vez temos mais vontade de ter apesar de termos.
Cada vez temos mais vontade de gostar apesar de amarmos.
Gosto de ter. Gosto de sentir que tenho e de fazer sentir.
Sonho em ter. Esforço-me para ter.
Tenho. Adoro ter. Mas quando tenho, deixo de ter o gosto de ter, o gosto de sentir que tenho e de fazer sentir; o sonho de ter... deixo de ter. Apenas tenho a vontade de um novo ter. Isto é a ideologia do ter.
A nostalgia do saber só aparece quando já possuímos.
Sabemos que temos e já não gostamos de ter.
Só deixamos a ideologia do ter e a nostalgia do saber que temos, quando transformamos cada posse para um plano mais inteligível. A nostalgia do saber acaba por completo.
Cada vez temos mais vontade de ter apesar de termos.
Cada vez temos mais vontade de gostar apesar de amarmos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






